Avicultura gaúcha projeta R$ 1,4 bilhão com aves natalinas e reafirma força do setor em 2025.
O levantamento aponta uma produção estimada de 56,4 mil toneladas de perus e aves natalinas em 2025. Embora o volume represente uma retração de 2,4% frente ao ano anterior, a Asgav destaca que o ajuste foi estratégico, garantindo equilíbrio entre oferta e demanda sem comprometer o desempenho econômico da cadeia.
Os números refletem um mercado considerado maduro e estável. O preço do quilo do peru registrou reajuste médio de 4%, variando entre R$ 29,00 e R$ 31,00. Já as demais aves natalinas apresentaram estabilidade, com variação média de apenas 0,5%. As aves tradicionais seguem com preços entre R$ 13,00 e R$ 14,50 por quilo, mantendo competitividade e acesso ao consumidor.
Para o presidente executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos, os resultados demonstram a capacidade de resposta do setor diante de um ambiente adverso. Segundo ele, a cadeia avícola ajustou volumes, preservou mercados e manteve estabilidade comercial. “A avicultura gaúcha mostrou maturidade e responsabilidade produtiva. Isso reflete eficiência, planejamento e uma cadeia altamente profissionalizada, capaz de enfrentar crises e preservar competitividade”, afirma.

Exportações reforçam protagonismo do Estado
A relevância do Rio Grande do Sul também se destaca no cenário nacional e internacional. O Estado é o segundo maior exportador de carne de peru do Brasil, com embarques anuais estimados em aproximadamente 22,8 mil toneladas, consolidando sua importância estratégica para a balança comercial e o abastecimento de mercados externos.
No mercado interno, o consumo de carne de peru permanece estável, com média de 0,297 quilo por habitante ao ano, reforçando o caráter sazonal, porém estratégico, do produto no período natalino.
Segundo a Asgav, o desempenho positivo ocorre apesar do elevado nível de exigência produtiva das aves natalinas. A cadeia demanda manejo diferenciado, maior consumo de ração, embalagens específicas, ampliação da capacidade de armazenagem, além de processos adicionais como resfriamento, congelamento, tempero e padronização. Esses fatores elevam os custos e exigem alto grau de gestão e planejamento.
Ainda assim, a avicultura gaúcha segue avançando, gerando renda, emprego e desenvolvimento regional. Para José Eduardo dos Santos, o setor reafirma sua relevância estrutural para a economia do Estado. “A avicultura é um pilar da economia gaúcha. Mesmo em anos difíceis, seguimos entregando resultados, garantindo segurança alimentar, empregos e competitividade. Isso é fruto de investimento, tecnologia e da capacidade do produtor e da indústria de se reinventar”, conclui.
Com planejamento, visão de longo prazo e números consistentes, a avicultura do Rio Grande do Sul reafirma em 2025 sua pujança econômica, seu papel estratégico no agronegócio brasileiro e sua capacidade de transformar desafios em resultados.
Por: Asgav/Sipargs, adaptado pela equipe Feed&Food
Fonte: https://feedfood.com.br

