Agricultura digital é aplicada em pesquisas no oeste de SP.
Agricultura digital: manejo de lavouras, incluindo coleta de imagens.
Parceria da Associação Paulista de Produtores de Algodão com a Unoeste gera oferta equipamentos tecnológicos para pesquisas.
Voltado à precisão de diagnóstico em pesquisa com algodão, visando a economia de recursos e sustentabilidade da produção, o Projeto Smart Farming – agricultura digital – acaba de receber equipamentos para tais fins.
Pela parceria com a Associação Paulista de Produtores de Algodão (Appa), a Unoeste recebe em sua fazenda experimental drone de pulverização, drone multiespectral, quadriciclo amostrador de solo, robô para aplicação de herbicida em taxa variada e pivô central para experimentação.
O professor doutor Fábio Rafael Echer, que atua no sistema de produção e manejo da cotonicultura, conta que o objetivo é validar, no sentido de ajustar, as novas tecnologias para o manejo de lavouras de algodão, incluindo a coleta de imagens.
Responsável pela frente de agricultura digital e inovação tecnológica aplicada à produção agrícola, o professor doutor Jorge Tadeu Fim Rosas diz que os equipamentos proporcionam ganho em estrutura e escala na execução do projeto.
Múltiplas pesquisas integradas
“O Smart Farming foi concebido para desenvolver múltiplas pesquisas integradas, todas voltadas ao sistema de produção da cotonicultura e à digitalização da cultura no estado de São Paulo, com foco especial na região oeste paulista”, explica do Dr. Jorge.
“As pesquisas envolvem agricultura digital, aplicação em taxa variada, sensoriamento remoto, robótica agrícola, mecanização inteligente e integração de dados para tomada de decisão no campo”, pontua.
O projeto teve início em janeiro deste ano e terá duração de três anos, com previsão até dezembro de 2028. Participam alunos da graduação e da pós-graduação em Agronomia, promovendo integração entre formação acadêmica e pesquisa aplicada.

O Dr. Jorge Tadeu comenta que a agricultura digital já vinha sendo discutida nos cursos de Agronomia em Presidente Prudente, e ganha estrutura e escala com o projeto que consolida uma área experimental estruturada, em Presidente Bernardes.
O drone de pulverização é DJI T50; o multiespectral é Mavic 3M; o quadriciclo amostrador de solo é Saci. O robô para aplicação de herbicida em taxa variada é Solix/Solinfitec; conforme especifica o professor pesquisador.
Investimento de R$ 3,2 milhões
A aquisição dos equipamentos representa parte do investimento de R$ 3,2 milhões, em três anos, para pesquisas aplicadas, alinhadas às demandas atuais da cotonicultura; e implementação de tecnologias inovadoras, como robótica para aplicação localizada de herbicidas.
Compreende ainda a integração da produção agrícola e transformação digital; visando fortalecer a parceria entre universidade e setor produtivo. Para os alunos, o projeto representa contato direto com tecnologias utilizadas no mercado.
Também caracteriza a formação prática em agricultura digital; participação em projetos financiados pelo setor produtivo; maior empregabilidade; e ricas vivências em um ambiente de inovação.
Durante a recente entrega dos equipamentos na Fazenda Experimental, as empresas Coopercitrus e Saci proporcionaram treinamento de uso dos equipamentos aos professores e alunos envolvidos no Projeto Smart Farming.
Fonte: UNOESTE.

