Pesquisadora participa do curso Amazônia 2030 e reforça articulação por economia sustentável.

Pesquisadora participa do curso Amazônia 2030 e reforça articulação por economia sustentável.

Formação chega à terceira edição em 2026 e integra iniciativa que reúne mais de 100 pesquisadores dedicados ao futuro do bioma.

A pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente Patrícia Costa está confirmada para participar da 3ª edição do curso Amazônia 2030: Bases para o Desenvolvimento Sustentável, a ser realizada em 2026. A formação integra o Projeto Amazônia 2030, considerado uma das principais iniciativas de produção de conhecimento estratégico sobre o desenvolvimento sustentável da região. Voltado a profissionais que atuam ou trabalham na Amazônia e buscam qualificação técnica, troca de experiências e fortalecimento de redes, o curso teve inscrições encerradas em 31 de dezembro de 2025. A participação da pesquisadora reforça a presença da ciência aplicada no debate sobre novos modelos econômicos para a região.

Formação para lideranças da Amazônia

O curso tem como objetivo capacitar lideranças regionais e nacionais para atuar no desenvolvimento sustentável da Amazônia, promovendo aprendizado colaborativo e ampliando a integração entre diferentes setores. A formação será realizada em formato híbrido, com duração de 10 semanas (48 horas). A programação inclui dois encontros presenciais obrigatórios — abertura e encerramento — com dois dias cada, nas cidades de Belém e Manaus, além de oito encontros virtuais ao vivo, realizados às quintas-feiras pela plataforma Zoom. As gravações ficarão disponíveis por seis meses.

A metodologia prevê exposições dialogadas, estudos de caso, dinâmicas em grupo e uso de ferramentas digitais, sempre com foco em situações reais vividas pelos participantes. A proposta é estimular a construção coletiva de soluções e consolidar redes de colaboração.

Público estratégico

O curso é destinado a servidores públicos das esferas federal, estadual e municipal — com prioridade para quem atua na Amazônia —, executivos e técnicos de empresas privadas com operações na região, lideranças de organizações socioambientais, pesquisadores, comunicadores e profissionais liberais. Também estão previstas bolsas de incentivo para pessoas da Amazônia, ampliando o acesso de profissionais locais e fortalecendo a presença regional no debate.

Projeto reúne mais de 100 pesquisadores

A iniciativa faz parte do Projeto Amazônia 2030, que já reúne mais de 100 pesquisadores e publicou mais de 80 estudos voltados à construção de caminhos sustentáveis para a região.

O projeto é realizado pelo Centro de Empreendedorismo da Amazônia (CEA), Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Climate Policy Initiative (CPI) e pelo Departamento de Economia da PUC-Rio. O foco está na produção de conhecimento aplicado que ajude a orientar políticas públicas, investimentos e estratégias de desenvolvimento capazes de conciliar geração de renda, inclusão social e conservação ambiental.

O curso dialoga diretamente com os objetivos da Rede de Pesquisa para uma Economia Sustentável da Amazônia (RESA), lançada em 2024 para fortalecer a comunidade científica amazônica e ampliar sua influência nos processos de decisão. A RESA busca superar desafios enfrentados por pesquisadores locais, como financiamento limitado, baixa conectividade entre instituições e pouco acesso às arenas de formulação de políticas públicas. Com apoio do Bezos Earth Fund e parceria do Instituto Clima e Sociedade (iCS), a iniciativa aposta na ciência produzida na própria região como base para decisões mais eficazes.

Entre seus princípios está a compreensão de que a conservação da floresta só será viável se estiver integrada às necessidades reais das populações locais — agricultores familiares, povos indígenas, comunidades tradicionais e moradores urbanos.

Ciência aplicada para decisões estratégicas

Ao participar da formação, Patrícia Costa contribui para aproximar a pesquisa científica de espaços estratégicos de discussão sobre políticas públicas e investimentos. A presença de pesquisadores de instituições como a Embrapa amplia a base técnica das discussões e fortalece a articulação entre produção científica e implementação de soluções concretas.

Em um momento de pressão crescente sobre o bioma amazônico, iniciativas como o curso Amazônia 2030 e a RESA reforçam a aposta na formação de lideranças capazes de transformar conhecimento em ação.
A expectativa é que o fortalecimento dessa rede de profissionais ajude a consolidar um modelo de desenvolvimento que mantenha a floresta em pé, gere oportunidades econômicas e reduza desigualdades — colocando a ciência amazônica no centro das decisões que moldarão o futuro da região.

Conexão com a Rede de Pesquisa para uma Economia Sustentável da Amazônia

A participação de Patrícia Costa no curso também se conecta diretamente à sua atuação na Rede de Pesquisa para uma Economia Sustentável da Amazônia (RESA), iniciativa lançada em 2024 com apoio do Bezos Earth Fund e em parceria com o Instituto Clima e Sociedade.

A pesquisadora foi selecionada como integrante da equipe do projeto “Benchmarking e Eficiência Operacional de Agroindústrias Brasileiras de Castanha-da-Amazônia: Inovação e Competitividade na Bioeconomia Amazônica”, proposto pela Embrapa Rondônia, no âmbito da RESA. Todos os membros do projeto integram a rede, que busca fortalecer a comunidade científica amazônica e ampliar sua influência nos processos de decisão.

Com foco em bioeconomia e desenvolvimento socioeconômico, a pesquisa propõe a criação do primeiro sistema de benchmarking do beneficiamento da castanha-da-amazônia, iniciativa inédita que visa preencher lacuna estratégica na cadeia produtiva. O estudo envolve a coleta de dados primários confidenciais de beneficiadoras do Pará, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso para calcular indicadores padronizados de eficiência, como taxa de corte da matéria-prima, rendimento de produção e percentual de amêndoas quebradas.

Além de identificar gargalos e propor melhorias operacionais, o projeto pretende mapear a cadeia de valor, analisar políticas públicas incidentes, dialogar com órgãos estratégicos como a ApexBrasil e o Ministério do Desenvolvimento Industria Comercio e Serviços, e contribuir com dados inéditos para a formulação de políticas de bioeconomia. A iniciativa também prevê a formação de jovens pesquisadores e o fortalecimento da organização coletiva do setor, ampliando a competitividade e aumentando o valor econômico de cada castanheira mantida em pé na floresta.

Cristina Tordin (MTB 28499/SP)
Embrapa Meio Ambiente

Fonte: https://www.embrapa.br

Impulso Eco Agro

Revista Eletrônica do Setor Eco Agro.

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