AMAGGI inicia operações em novo corredor hidroviário após investir R$ 100 milhões.
Nova rota fluvial em Roraima promete reduzir em até 74% o transporte rodoviário e ampliar a eficiência logística e ambiental do escoamento de grãos da região; cada balsa retira cerca de 40 caminhões das estradas O agronegócio de Roraima acaba de registrar um marco histórico. A AMAGGI, uma das maiores companhias do setor no Brasil, iniciou oficialmente as operações de seu novo corredor hidroviário em Caracaraí (RR), com investimento estimado em R$ 100 milhões. O empreendimento conecta a produção de soja do estado ao terminal portuário da empresa em Itacoatiara (AM), utilizando o curso dos rios Branco e Amazonas para substituir grande parte do transporte rodoviário tradicional. A nova Estação de Transbordo de Cargas (ETC), localizada na Vila Vista Alegre, em Caracaraí, foi construída para atender à crescente demanda da produção agrícola de Roraima, que deve alcançar 650 mil toneladas de grãos em 2025, sendo 60% originadas pela AMAGGI.
O projeto recebeu autorização especial da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para início imediato das operações e foi acompanhado pelo governador Antonio Denarium, que destacou o impacto do empreendimento na geração de empregos e na competitividade do estado.
Redução de custos e impacto ambiental positivo Antes da nova rota, os grãos seguiam por 763 km de estradas precárias até Manaus, enfrentando gargalos logísticos e altos custos de transporte. Agora, o percurso será reduzido para 155 km por estrada até Caracaraí e 905 km por via fluvial até Itacoatiara, onde a AMAGGI já possui terminal portuário próprio. Essa mudança representa redução de até 74% do trajeto rodoviário e uma economia estimada de R$ 80 por tonelada transportada, segundo a empresa. Além de mais eficiente, o transporte hidroviário também é ambientalmente mais sustentável, emitindo menos gases de efeito estufa e diminuindo o tráfego pesado nas estradas. As balsas utilizadas têm capacidade para até 2 mil toneladas, o equivalente a 40 caminhões carregados, reduzindo o desgaste viário e o consumo de combustíveis fósseis.
Operação piloto e novos horizontes na AMAGGI Nesta fase inicial, a operação deve movimentar entre 60 mil e 70 mil toneladas de soja, testando a viabilidade completa da rota. O gerente-geral da companhia, Cícero Lima, explicou que a estrutura foi planejada para operar de forma sazonal, aproveitando o período de cheia do Rio Branco.
Benefícios para os produtores locais O novo corredor também funcionará em mão dupla, permitindo o transporte de calcário e fertilizantes no sentido inverso, o que deve reduzir o custo de produção dos agricultores locais e fortalecer a cadeia produtiva. O representante da multinacional em Roraima, Marcílio Rocha, destacou que o projeto é resultado de um esforço conjunto entre a empresa e o governo estadual.
Um legado de ousadia logística A AMAGGI já tem tradição em projetos de infraestrutura que desafiam distâncias e fronteiras. No passado, o terminal de Itacoatiara, hoje integrado à nova rota, também foi considerado um avanço logístico ousado ao conectar a produção do Mato Grosso, em Sapezal, ao Norte do país por meio do Rio Madeira. Agora, o mesmo espírito inovador se repete em Roraima, ampliando o alcance da empresa e consolidando o estado como nova fronteira agrícola do Brasil. Com o investimento, Roraima se torna parte estratégica do corredor amazônico de grãos, aproximando os produtores da logística fluvial mais eficiente do país — e reforçando o papel da AMAGGI como uma das maiores operadoras de transporte hidroviário do agronegócio brasileiro.
Fonte: https://www.comprerural.com

